EDIFÍCIO
ARUÁ
  São Paulo - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 1.562m²
Área construída - 3.668m²
Início do projeto - 2013
Conclusão da obra - 2018

Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Ana Paula Barbosa, Gabriel Mota, Luciana Bacin, Sonia Gouveia
Colaboradores - Adriana Pastore, Alessandra Musto, Carolina Matsumoto, Caroline Endo, James Smaul, Juliana Fernandes, Juliana Nohara, Luciana Bacin, Rodrigo de Moura, Vera Silva, Vinícius Gonçalves, Wanessa Simoe
Estagiários - Carla Facchini, Fernanda Silva, Fernanda Veríssimo, Gabriela Eberhardt, Nara Diniz, Otávio Araújo Costa
Fotógrafo - Rafaela Netto
Incorporadora - Idea!Zarvos


Construtora - Lock Engenharia
Paisagista - Camila Vicari e Rodrigo Oliveira
Lighting designer - Castilha
O edifício Aruá foi projetado a partir de uma composição com 4 blocos distintos unidos por uma circulação vertical comum. A obra é uma espécie de quebra-cabeça de quatro edifícios com plantas e alturas diferentes fundidos em apenas um. 
A união desses volumes forma uma espiral ascendente, uma vez que cada bloco possui um pavimento mais alto do que o anterior. Esse movimento inspirou o nome do prédio, que significa caracol em Tupi. A estratégia de cada volume ter gabarito diferente possibilitou uma série de coberturas com varandas e jardins em nível, como quintais de casa, diferente do clássico acesso à área descoberta apenas por um segundo andar do imóvel. Cada um dos blocos recebeu tratamento de acabamento diferente para deixar clara a diferença de planta e ocupação em cada um dos volumes que compõem a edificação. 
O edifício possui diversas referências à boa arquitetura modernista brasileira. O hall da entrada é todo aberto sob pilotis de concreto aparente; o projeto de paisagismo é bastante tropical; há um grande painel de arte feito com ladrilhos hidráulicos pelo artista João Nitsche; as aberturas dos apartamentos possuem venezianas do tipo corre por fora e o acesso ao prédio se dá por um pórtico de concreto aparente que faz a transição entre o público e o privado e também serve de banco na calçada. 
A volumetria final do projeto preocupava os arquitetos desde a concepção, pois a legislação que implicava nas relações entre área do terreno, área construída, necessidade de ocupação e gabarito forçava a um resultado um tanto robusto e compacto. Nesse sentido, o uso da variação de volumes permitiu também uma abordagem plástica na implantação desses volumes, reforçada nas cuidadosas fachadas e entrada, e sobretudo no volume menor, que é inteiramente revestido de decks sintéticos. O resultado plástico do conjunto busca minimizar o impacto da nova construção e estabelecer um diálogo com a morfologia urbana das ruas, tornando a edificação mais amigável ao pedestre e ao restante do tecido urbano. 
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