Casa
bosque
Porto Feliz - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 14.300m²
Área construída - 3.000m²
Início do projeto - 2018
Conclusão da obra - 2022

Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Desyree Niedo, Gabriel Mota, Guilherme Prado, Juliana Cadó, Luciana Bacin
Coordenadores - João Baptistella, Larissa Sartori, Letícia Gonzalez, Priscylla Hayashi
Colaboradores - Amanda Domingues, Bárbara Dolabella, Bruno Suman, Caio Armbrust, Carolina Hirata, Diogo Mondini, Eduardo Saran, Eduardo Piovesan, Fabiana Kalaigian, Flávia Prado, Guilherme Canadeu, Gustavo Hohmann, Iacy Gottschalk, José Carlos Navarro, Julia Jobim, Julio de Luca, Karina Nakaura, Lucas Lima, Mariana Leme, Otávio Araújo Costa, Raquel Gregorio, Victor Lucena
Estagiários - Ana Paula Sapia, Aryane Diaz, Flávia Moura, Giovanna Custódio, Guilherme Pulvirenti, Henrique Dias, José Beltrami, Matheus Soares, Michelle Vasques, Rafael Mourão, Vinícius Romano
Fotógrafo - Fran Parente
Construtora - Laer
Paisagista - Raul Pereira
Lighting designer - Studio IX
Árvores adultas e escultóricas ocupam a porção central deste terreno de 14 mil m²  no condomínio Fazenda Boa Vista, no interior de São Paulo. O desnível, que à primeira vista é delicado, assume proporções importantes quando consideramos toda a extensão do território.
Esses dois elementos - as árvores e o desnível - são a base da estratégia de ocupação do lote. Com um programa extenso, a casa se espalha pelo espaço, abraça a vegetação e cria oportunidades de trajetos e paisagens diversas. Assim, linhas retas percorrem o terreno e delimitam um parque em seu miolo. O declive trata de dar volume a essas linhas, que se transformam em empenas de pedra que revelam a topografia e amparam pavilhões que se acoplam a elas. Essas mesmas empenas de pedra, ao entrarem no corpo principal da casa, dão continuidade ao desenho da paisagem e ajudam a organizar o programa em conjunto com outros planos complementares, de concreto aparente. 
Um terceiro material, a madeira, é adicionado como um grande plano de cobertura. A madeira, o concreto e a pedra estão delicadamente separados entre si, reforçando frestas por onde se pode passar ou enxergar por entre elas.
Finalmente, além dos pequenos pavilhões distribuídos pelo terreno, junto às empenas de pedra, um grande pavilhão pousa sobre o bloco principal, definindo o andar superior com quartos. Ortogonal, ele é orientado pela geometria das empenas a ponto de formar um expressivo balanço no pátio entre os blocos térreos da casa.
A continuidade entre os espaços internos e externos, marcada pela existência dos diversos planos que organizam o objeto e a paisagem, reforça a existência de pátios de diferentes tamanhos, onde esculturas de grande porte demonstram o apreço dos clientes pela arte brasileira - verificado também no interior da casa. 
​​​​​​​