Casa
BRISA
CAMPINAS - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 1.220m²
Área construída - 750m²
Início do projeto - 2018
Conclusão da obra - 2020
Área construída - 750m²
Início do projeto - 2018
Conclusão da obra - 2020
Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Gabriel Mota, Juliana Cadó e Luciana Bacin
Colaboradores - Ana Orefice, Aryane Diaz, Amanda Domingues, Ana Carolina Baptistella, Daniel Guimarães, Desyree Niedo, Diogo Mondini, Fabiana Kalaigian, Felipe Fernandes, Gustavo Hohmann, Julio de Luca, Letícia Gonzalez, Lívia Veroni, Victor Lucena
Estagiários - Giovanna Custódio, Guilherme Pulvirenti, José Carlos Navarro, Michelle Vasques, Rafael Mourão
Fotógrafo - Fran Parente
Construtora - RMR
Paisagista - Juliana Freitas
Lighting designer - Castilha
O terreno, no interior paulista, apresenta acentuado declive e fundos com fachada norte, ao mesmo tempo que uma interessante mata de preservação se encontra a sul, do outro lado da via de acesso da fachada principal.
Para solucionar o extenso programa solicitado pelo cliente, optamos por criar um arrimo e um grande platô social no nível inferior ao do acesso, garantindo privacidade, ao mesmo tempo que o volume dos quartos poderia ter ampla vista no sentido norte/sul, para ambos os lados. Esta organização possibilitou a sala de estar totalmente em vidro, rodeada por jardins, enquanto a cozinha, sala de jantar e espaço de confraternização se encontram no extremo norte do terreno junto à piscina.
Considerando que o local é muito quente, na maior parte do ano, optamos por criar uma segunda cobertura em telhas metálicas, ora sanduíches isolantes (cobertura), ora telhas metálicas perfuradas (planos laterais) que funcionasse como uma sobrecapa em trechos íntimos da residência e como cobertura da garagem, acesso e espaços avarandados.
As laterais, perfuradas, funcionam como um véu – de dia sombreiam e permitem que o usuário veja através dessa barreira, e impedem a visualização de fora para dentro, conformando um monólito flutuando sobre o terreno na percepção externa. À noite, com a iluminação artificial interna da residência, o efeito se inverte e a casa surge diáfana, transparente.
As generosas aberturas dos espaços sociais e íntimos, brises em ripas de alumínio dos quartos, espaço entre coberturas ventilados, rasgos na cobertura metálica para efeito chaminé, e o uso intenso de jardins em meio a casa (paisagismo de Juliana Freitas) aliados ao uso de placas fotovoltaicas, aquecimento solar, reuso de água de chuva e iluminação artificial com leds e inteligência de consumo (projeto de Marcos Castilha, lighting designer) funcionam como um sistema de sustentabilidade intimamente ligado à setorização e investigação de entre espaços que a arquitetura desejava realizar neste projeto.