Casa
da rua
escócia
SÃO PAULO - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 500m²
Área construída - 290m²
Início do projeto - 2021
Conclusão da obra - 2025


Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Desyree Niedo, Felipe Fernandes, Gabriel Mota, Juliana Cadó, Sonia Gouveia, Talita Broering
Coordenadores - Eduardo Piovesan, João Baptistella, Letícia Gonzalez
Colaboradores - Carolina Hasbani, Cecília Knaesel, Christian Gofferje, Izabela Veloso, Julia Spadari, Lucas Paiva, Mariana Ventorini, Marilia Toledo, Victor Lucena 
Estagiários - Ana Paula Sapia, Érika Azevedo, Hendrews Franklin, Mariana Sarto
Fotógrafo - Victor Lucena
Construtora - Lampur Engenharia
Paisagista - Rodrigo Oliveira
Lighting designer - Castilha Iluminação / Lis
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Construída num dos bairros mais arborizados de São Paulo, esta casa ocupa um terreno pequeno, ou melhor, tenta não ocupar: o objetivo do projeto foi maximizar a área exterior, tornando o jardim o principal elemento do projeto.
Para isso, os espaços do pavimento térreo possuem uma área fechada relativamente modesta, com caixilhos de vidro que permitissem o contato visual irrestrito e, quando oportuna, uma integração física através de amplas aberturas. Acima, pairam volumes geométricos mais fechados, que correspondem aos dormitórios. Justapostos de maneira livre entre si, criam um objeto menos rígido. Simbolicamente, eles seriam as 'copas' das árvores, sombreando e protegendo o passeio por entre os 'troncos' (pilares) que compõem um pequeno bosque.
A entrada se dá por uma sala de estar com pé direito duplo e já denuncia a vista do espaço todo do térreo e o jardim circundante. à esquerda, uma sala rebaixada e mais protegida funciona como um home theater: mesmo com a necessidade de maior controle de luz, o espaço conta com uma fresta de vidro que permite ver o jardim a partir de uma outra perspectiva. Em continuidade à sala de estar, temos em linha um terraço coberto, a sala de jantar e a cozinha totalmente integradas. Um segundo terraço coberto em frente a ela cria mais oportunidades para a vida externa, em contato com a pujante vegetação tropical e uma pequena piscina orgânica. Ao fundo, vemos um outro espaço aberto que funciona também como um terraço: é a churrasqueira no térreo da edícula, que ainda acomoda uma sauna no térreo, um confortável escritório no primeiro andar, lavanderia e um bar na sua cobertura.
De volta ao corpo principal da casa, é na sala de estar que se encontra também a escada que leva à 'copa das árvores', o primeiro pavimento. Acima do home theater, um quarto de hóspedes não se mistura com os dormitórios da família. Para acessá-los, uma passarela corta o pé direito duplo da sala e cria um percurso aéreo, com frestas entre os volumes para poder ver o jardim durante o deslocamento. Duas suítes menores e a suíte principal criam, a partir da sua disposição irregular, perspectivas interessantes no que seria, de outra forma, um corredor convencional.
A casa foi construída com uma solução construtiva híbrida: A lateral direita e o limite do fundo do lote possui uma parede de concreto aparente que é estrutura, vedação e acabamento e amarra os principais espaços e percursos da casa. Uma única grande laje de concreto é apoiada neste muro e sobre pilares que se distribuem de maneira aparentemente livre no térreo. É esta laje que recebe uma construção metálica leve em LSF revestida externamente de madeira natural.
O resultado é uma casa com área construída enxuta, mas com qualidade espacial notável pela sua união com os espaços externos. Uma casa leve, informal, que convida constantemente o olhar para fora dela, como se ela não estivesse ali.