Casa
jordão
Monte mor - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 1.730m²
Área construída - 500m²
Início do projeto - 2014
Conclusão da obra - 2016


Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Coordenadores - Gabriel Mota, Luciana Bacin, Ana Paula Barbosa
Colaboradores - Adriana Pastore, Adriano Soares, Carmen Procópio, Caroline Endo, Mariana Leme, Mariana Schmidt, Rodrigo de Moura, Vera Silva
Estagiários - Beatriz Proença, Carla Facchini, Flávia Theodorovitz, Frederico Branco, Mirella Fochi, Nara Diniz, Pedro Lira, Wendel de Deus
Fotógrafo - Fran Parente
Construtora - Join Us Construtora
Paisagista - Rodrigo Oliveira
Interiores - FGMF
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O projeto da Casa Jordão, uma residência de veraneio, partiu do pressuposto dos clientes de realizar uma obra térrea, integrada ao terreno e que promovesse o convívio social da família. O local em que ela está localizada, um haras, possui certas normas restritivas quanto a aparência e arquitetura, e, dentre elas, a que mais nos afetava era a obrigatoriedade do uso de telhado de barro, muito comum no Brasil, com no mínimo duas águas. 
Com essas questões em mente, partimos do arquétipo de uma residência, quase como o desenho de uma criança; duas paredes, duas águas. A primeira ideia de uma residência. A partir desses traços simples, realizamos uma espécie de extrusão, criando uma espécie de pavilhão, ou grande celeiro. Resolvemos então setorizar e duplicar esses blocos criando um jardim interno entre eles, por onde também se dá o acesso da casa. No bloco que possui mais contato com o restante do terreno e jardim, posicionamos as áreas sociais e cozinha, que nesse contexto é uma área de convívio reversível, já no bloco mais isolado e privativo, os diversos quartos e espaço de brincar das crianças. 
Uma vez definida a setorização, passamos a trabalhar nos volumes. Ao invés da varanda tradicional, criamos um pórtico de concreto que permite que as esquadrias se recolham totalmente e a sala principal se torne a varanda. Uma piscina, em ardósia preta, circunda esse volume social, em formato de “L”, servindo também como um espelho d’água. Uma estante desenhada por nós separa um espaço de home theater e lareira de forma tênue, com uma grande abertura envidraçada por onde também é possível acessar a piscina. A cozinha, realizada em sistema estrutural leve, repete o formato “casinha” dentro do volume principal, toda em madeira ebanizada e possui uma grande abertura reversível. 
Buscamos um contraste entre a massa externa pintada de preto e um revestimento interno claro, em madeira tauari. A estrutura do telhado, misto de madeira e aço, rompe com as tesouras tradicionais – é a única porção da estrutura que fica aparente e foi desenhada de forma a deixar claros os esforços estruturais resultando em um desenho bastante leve e curioso. 
O bloco dos quartos possui aberturas externas que são revestidas de madeira sem tratamento para que fique acinzentada com o tempo, assim como construções tradicionais brasileiras, como pequenos blocos que rompem a linearidade das paredes dos volumes principais. 
O resultado é uma casa que por fora parece bastante simples, mas que ao adentrar há uma surpresa de contrastes e relações entre os espaços mais comuns para esse tipo de residência de férias. 
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