CONCURSO
ITAÚ CULTURAL
São Paulo - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 1.214m²
Área construída - 11.960m²
Desenvolvimento do projeto - 2026
Proposta finalista do concurso para o Novo Itaú Cultural
Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Carolina Nobre, Desyree Niedo, Talita Broering
Coordenadores - Caroline Endo, João Baptistella, Guilherme Canadeu
Colaboradores - Aldo Oliveira, Bianca Rossato, Breno QuaiotiBruno Lopes, Bruna Kronbauer, Deborah Carneiro, Eduardo Saran, Gabriel Lunardi, Ingra Martins, Isis Lopes, Juan Rarez, Mariana Sarto, Naisson Neumann, Pedro Yago Santos, Victor Lucena
Estagiários - Ana Pardim
Renders - Onsene e DoStudio
Curadoria - Natasha Barzaghi Geenen
Paisagismo - Embya
Assesoria Museológica - Expomus
Sustentabilidade - Petinelli
Acústica - Acústica & Sônica
Instalações - WSI
Legislação - H2
Elevadores - Rumo Vertical e Hi Solution
Bombeiros - 3MA
Engenharia de Custos - Lorenzini Consultoria
Desenhar um centro cultural desta dimensão programática, espacial e simbólica num endereço tão importante significa mais do que a possibilidade de arriscar investigações espaciais, formais e construtivas. Para nós, é a oportunidade de repensar a própria cidade e participar da transformação da vida urbana de São Paulo. Este foi o principal desafio: transcender a escala do objeto, ler a cidade e escrever a primeira estrofe de um novo poema. O mundo tem vivenciado um relevante incremento no número de museus nas últimas décadas. Em 1972, eram apenas 22.000 no mundo. Meio século depois, em 2020, totalizavam 95.000, segundo a Unesco. Por aqui não foi diferente: a Paulista, que já tinha equipamentos relevantes, consolidou-se como o principal corredor cultural de São Paulo com novas ofertas ao longo do tempo. Dentro do ecossistema cultural da Paulista, o Itaú Cultural assume um papel particular em termos de programação e abordagem, o que se pretende ampliar. Como alguns de seus vizinhos recentes (MASP - Ed. Bardi e IMS), será um edifício vertical, o que impõe alguns pontos de atenção quanto à operação e à circulação, mas também traz oportunidades. Embora tenham propostas únicas, de alguma forma compartilham os desafios de integrar os espaços e atender às complexas normativas. E, no limite da especificidade de cada um dos exemplos estudados, pudemos aprender com seus erros e acertos. Ao se propor mais aberto, leve, fluido e poroso, visualizamos um edifício vivo, que dialogue com a dinâmica social, com a grande movimentação da avenida e com seu simbolismo. Algo que reflita essa essência da Paulista: plural, destino, centro, vida. O novo Itaú Cultural não quer gritar, mas quer se fazer ver e contaminar positivamente, devolvendo à avenida a vitalidade que ela lhe oferece. Mais do que isso, o novo equipamento quer ser acolhedor, convidativo, quer que ninguém hesite em entrar. Não acreditamos em arquitetura como projeto de objeto, mas como parte de um sistema. E, embora tenha sido recomendado não fazer da avenida Paulista a base do discurso, não podemos projetar nela um centro cultural que se encaixa em outro lugar. Assim, reconhecer o local, o contexto, é fundamental.
Uma esponja. Um edifício que puxe naturalmente para dentro o que está ao redor, sem fazer força. A porosidade do novo Itaú Cultural começa pelo térreo. Os equipamentos culturais da Paulista têm
formas diferentes de se relacionar com a calçada. O térreo do MASP antigo demonstra que a generosidade e a coragem de ser cidade é um atributo desejável. Queremos que o nosso térreo também seja franca e genuinamente aberto para a cidade. reverenciando esse exemplo emblemático. Para eliminar o máximo de interferências neste espaço, quisemos enxugar as interferências no espaço. Desta maneira, o core com elevadores e escadas são posicionados ao fundo, e este bloco é o único pilar do prédio. Mas o espaço público não acontece apenas no térreo. A esponja vai puxar essa vida para a torre toda. Todas as cores, todos os ritmos, toda a agitação da rua continuam na verticalidade do novo espaço cultural através de seu conjunto de espaços internos, e externos, livres e dinâmicos. É nesta sucessão de plataformas suspensas sobre a Paulista que acontece a mágica: o prédio inteiro vira uma grande praça, oferecendo possibilidade de conectar os pavimentos expositivos através de uma promenade externa, abraçada por jardins. A oportunidade de criar espaços externos, praças de reflexão, encontro e pausa são, concomitantemente, também parte do percurso artístico e educativo. Os jardins tornam-se uma extensão da Brasiliana, a “Brasiliana Viva” incorporando narrativasque complementam o acervo do museu e possibilitam uma vivência única do espaço cultural.
   
↑