PLURI PINHEIROS
São Paulo - SP
Ficha técnica
Área do terreno - 1.375m²
Área construída - 12.600m²
Início do projeto - 2021
Conclusão da obra - 2025
Área construída - 12.600m²
Início do projeto - 2021
Conclusão da obra - 2025
Equipe
Autores - Fernando Forte, Lourenço Gimenes, Rodrigo Marcondes Ferraz
Gerentes - Daniel Paranhos, Gabriel Faria, Gabriel Mota, Guilherme Prado, Sonia Gouveia
Coordenadores - Larissa Sartori, Thiago Brito
Colaboradores - Carolina Hirata, Flávia Prado, Gabriela Sereno, Giovanna Pirovani, Guilherme Canadeu, Leonardo Scherer, Paula Bencke, Paula Schenini, Roberta Sá, Victor Lucena
Estagiários - Caio Caccaos, Izabela Salgado
Fotógrafo - Eduardo Macarios e Victor Lucena
Incorporadora - Toca55
Construtora - Rocontec
Paisagista - Cardim Paisagismo
Lighting designer - Castilha
A sobreposição e justaposição de diferentes usos e tipologias norteia o partido deste edifício no bairro de Pinheiros, São Paulo.
A testada frontal cumpre a difícil tarefa de acomodar uma loja, o acesso aos apartamentos de locação, o acesso para os apartamentos residenciais e a rampa da garagem. Assim como os demais acessos, a loja fica protegida pelo volume das unidades de menor tamanho, formando uma pequena praça coberta que amplifica o espaço público e cria espaço para o edifício se acomodar à declividade da rua. Este primeiro bloco acima do térreo é composto de estúdios, apartamentos com cerca de 30m² que são destinados a hospedagem e moradia. Sua geometria independente dos demais volumes destaca a separação de tipologias, tal como acontece com o restante da torre. Assim, nos andares superiores temos um grande volume que acomoda apartamentos de 2 dormitórios, ladeado por outro que contém unidades de 3 dormitórios. Acima destes, poucas unidades especiais, algumas com terraços maiores, outras com tipologias mais amplas, formam mais um bloco.
Por fim, ao fundo, isolado no jardim do térreo, temos mais um bloco que contém alguns dos usos de lazer do edifício, como brinquedoteca, salão de festas e piscina. Os espaços comuns de lazer são complementados por um pavimento intermediário entre os blocos de diferentes tipologias, e contém spa e academia.
A ideia de destacar os usos e identificá-los em volumes simples e individuais gerou uma diversidade de formatos que, ao final, são unidos por uma única solução construtiva e plástica: uma grelha estrutural envolve todos eles, dando-lhes aspecto uniforme enquanto, ao mesmo tempo, ressalta delicadamente a diferença entre eles. Essa malha de vigas e pilares permite também extrapolar os limites internos das unidades, criando terraços, jardineiras e espaços vazios cuja leveza contrasta com a rigidez da forma. Pequenos desalinhamentos, balanços e terraços que transgridem o perímetro da grelha completam a sutil separação entre volumes que parecem displicentemente apoiados uns sobre os outros, como um jogo.
A escolha de cores claras e neutras, como branco e cinza, cumpre o papel de exacerbar a função da luz e da sombra na leitura da grelha e dos volumes. Elas também ressaltam os elementos vegetais que acontecem sempre que possível, sobretudo onde a grelha cria espaços externos de transição, com jardineiras ao mesmo tempo dentro da estrutura, mas também expostas ao tempo. A pureza do branco se alia à rigidez da estrutura para resultar num objeto urbano direto, sintético e claro, sem excessos. Numa paisagem urbana tão complexa quanto a paulistana, às vezes é importante saber falar baixo, sussurrar.